Descansar, sim! Descuidar, nunca!

Estamos quase virando a página de mais um ano de muito trabalho, lutas e conquistas com muitos desafios pela frente em 2020. Por isso, devemos estar atentos até o último minuto de 2019 ao que ocorre a nossa volta e que diga respeito ao nosso setor.

Como todos sabem, participei do encontro de lideranças do Rio de Janeiro com o presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, no final de novembro.

Como presidente do Sindinam, levei a ele a preocupação com as PECs da reforma tributária em tramitação no Congresso referents ao setor. Da forma como a proposta da reforma está sendo encaminhada pelos parlamentares é evidente o impacto sobre a nossa atividade, já que prevê aumento de tributação da água mineral natural dos atuais 37,4% (dependendo da litragem) para 50%.

É justo? Não, não é. Além de o nosso produto ser um bem mineral natural e alimento importante para a saúde da população, com diversos benefícios comprovados, também somos geradores de milhares empregos. Das 180 substâncias minerais, somos a 7ª em arrecadação da CFEM.

Construímos ainda de forma efetiva com a arrecadação de ICMS dos estados e adotamos medidas eficazes para garantir a segurança alimentar da água mineral natural, a exemplo do Selo Fiscal de Controle e Procedência já em pleno vigor em 11 estados brasileiros, com a previsão de implantação em 2020 também em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O encontro foi proveitoso e o presidente receptivo ao nosso pleito, reconhecendo a importância da nossa indústria não somente no aspecto econômico como também alimentar.

Que o nosso verão seja promissor para todos e que nunca nos esqueçamos da fábula a ‘Cigarra e a Formiga’, de Jean de La Fontaine.

Boas festas a todos e que 2020 nos traga novas vitórias para celebrar!

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e presidente da Abinam

28 anos de parceria e crescimento

Com a realização do 28º Congresso, não poderia deixar de refletir sobre o significado, digamos, místico, do número 28. Em resumo, dizem que 28 é composto pelas energias da cooperação, diplomacia e receptividade do número 2 com as vibrações da riqueza, abundância e prosperidade do dígito 8.

Isso reflete a mensagem que gostaria de transmitir neste editorial. Não chegamos até aqui à toa. Desde o primeiro congresso em 1991, construímos uma relação de parceria, entendimento e cumplicidade entre os diversos players do setor em prol do crescimento da nossa indústria com resultados positivos para todos.

Levantamos bandeiras conjuntas em torno das quais todos se mobilizaram. Assim foi com a luta pela redução de impostos; inclusão da água mineral natural na cesta básica de vários estados, embora ainda não tenhamos concluído essa etapa; aplicação do selo fiscal nas embalagens; combate à concorrência desleal das adicionadas de sais, entre tantas outras.

Direcionamos esforços para atender às expectativas dos consumidores, ávidos por produtos mais saudáveis, sustentáveis e que proporcionem novas experiências de consumo.

Os resultados desses 28 anos são visíveis nos dados de mercado. O setor tem crescido em torno de 10% ao ano, desde 2014, acima da média mundial que é de 8%. A produção atingiu quase nove bilhões de litros e R$ 12 bilhões em vendas em 2018.

O objetivo é caminhar ainda mais, por isso o tema de importância global da segurança alimentar é a pauta do 28º Congresso, além das discussões sobre a necessidade e urgência ao cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos que, além de ser uma obrigação legal, é também um avanço em direção à sustentabilidade do nosso negócio.

Excelente evento a todos!

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e presidente da Abinam

Uma lei para ser cumprida

Neste editorial, quero chamar a atenção dos associados da Abinam para um assunto de extrema importância e que diz respeito ao exercício da nossa atividade.

Como todos sabem, em 2010, foi instituída a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) pelo governo federal, que tem na Logística Reversa seu principal pilar. Foram então estabelecidas metas arrojadas que deveriam ser alcançadas já em 2014, por ocasião da realização da Copa do Mundo Brasil.

No entanto, o cronograma não pôde ser cumprido na íntegra, devido à complexidade de gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos, que envolve toda a cadeia produtiva de embalagens, cooperativas de reciclagem, além de ações integradas entre municípios, estados e o próprio governo federal.

Isso não significa de forma alguma que a lei não esteja em vigor. E o caminho não é outro a não ser atender às exigencias da legislação, que vem ganhando novas regulamentações federais e estaduais para obrigar todos os agentes envolvidos a cumprir as determinações da PNRS.

Basta lembrar que, em 2017, foi publicado o Decreto 9.177, que estabelece no seu Art. 1º “a garantia de isonomia na responsabilidade pela logística reversa, ou seja, a obrigatoriedade de destinação ambientalmente correta dos resíduos no final da vida útil dos produtos, independente de quem seja na cadeia produtiva: fabricante, comerciante, importador de bens de consumo ou de insumos.”

 Em São Paulo, por exemplo, por meio da Resolução 76/2018/C da Cetesb, nenhuma empresa poderá mais emitir ou renovar a licença ambiental se não tiver participação ativa na PNRS.

Desde a promulgação da lei, em 2010, temos batido nessa tecla por meio de todos os canais de comunicação que a Abinam dispõe. E fizemos mais ainda: recentemente, firmamos um convênio entre Abinam, Cetesb e FIESP para agilizar o cumprimento das medidas e evitar as duras penalidade previstas para as empresas infratoras.

Como já dizia sabiamente o poeta e dramaturgo Eurípedes, “a sorte combate sempre do lado do prudente”.

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e presidente da Abinam

Multifuncionalidade da Água Mineral

No dia mundial da água (22 de março), vale trazer a público pesquisa ainda atual realizada pela PUC – São Paulo, no final da década de 90, que já abordava um aspecto muito interessante relacionado ao futuro desse recurso.

O trabalho tomava por premissa, com base em previsões de organismos internacionais, que a água seria um ‘artigo’ escasso no mundo. E, por consequência, caro, estimulando a cobiça internacional sobre mananciais e o desenvolvimento de novas alternativas de produtos.

Sob o título ‘A importância socioeconômica e cultural da água mineral no Brasil’, o objetivo do estudo era analisar os impactos sobre as estâncias hidrominerais que seriam decorrentes da introdução no mercado de outras categorias de água, como a das “adicionadas de sais”.

Situando seu campo de pesquisa na história das principais estâncias hidrominerais de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, complementada por entrevistas com autoridades, empresários, comerciantes e moradores, concluiu a universidade que essas localidades, concluiu a universidade que essas localidades, diante de uma possível forte concorrência de outras categorias de águas, perderiam suas referências de identidade e de todo um processo econômico, político social e cultural construído em torno das águas minerais naturais.

Os resultados alcançados pela pesquisa demonstram que a história da água mineral no Brasil está intimamente relacionada com a vida das comunidades onde nascem, desempenhando um conjunto muito amplo de funções, para além daquelas de mera commodity.

As funções da água mineral, destacam os pesquisadores, estão associadas à organização das localidades, ao valor econômico, à geração de empregos, à difusão de tecnologia e à defesa do meio ambiente.

Diante dessa multifuncionalidade – princípio ainda tão presente na Europa para justificar medidas de proteção à economia nacional, sob a alegação de defesa do interesse social – o setor de águas minerais naturais constitui precioso caso de reflexão sobre os efeitos da globalização nas nações em desenvolvimento.

Isto porque, está claro, conclui o estudo, que a indústria brasileira de águas minerais dificilmente poderá concorrer com um produto assemelhado, mas globalizado. A produção é regionalizada e o setor é composto de centenas de pequenas empresas, geralmente familiares, sem poder de investimento.

Nesse caso, os pesquisadores propõem que o exemplo europeu, que leva em conta os efeitos de certas decisões sobre a vida da sociedade, seja seguido pelas autoridades brasileiras. “Todas as características do setor de água mineral integram-no ao conceito de multifuncionalidade, o que requer, por isso mesmo, proteção especial. Não se trata de defesa protecionista da economia nacional contra concorrência estrangeira”, – enfatiza o estudo – “mas da busca da proteção da sociedade contra uma atividade econômica predatória. E esse é um direito inalienável das noções e um dever das suas autoridades.”

O trabalho da PUC, quase duas décadas depois, ainda representa um novo enfoque de reflexão para as autoridades brasileiras na busca de uma política nacional de águas potáveis.

No que se refere às águas engarrafadas, é preciso repensar as regras que hoje favorecem a atuar no mercado, com uma nova categoria de produto. É preciso proteger as águas minerais, levando em conta a defesa das estâncias hidrominerais, das centenas de micro e pequenas empresas que exploram lavras, dos 200 mil empregos que geram e, finalmente, de todos consumidores brasileiros.

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e presidente da Abinam

A fábula chinesa e o momento atual…

Passado o Congresso, onde discutimos as perspectivas e o futuro do nosso setor frente à velocidade do avanço das novas tecnologias, que nos impõe maior agilidade para acompanhar as transformações em curso, julgo apropriado relembrar aqui a fábula chinesa da minha palestra na abertura do encontro.

Um poderoso imperador que, para descansar das suas conquistas, construiu um palácio em um lugar afastado onde pudesse desfrutar da calma e do silêncio. Mas eis que sua tranquilidade é interrompida com o som de continuadas marteladas. Indignado, o imperador descobre que se trata de uma família de ferreiros e ordena que eles mudem de lugar, sob pena de serem mortos.

Qual não foi a surpresa do imperador quando logo depois voltou a ouvir as mesmas marteladas! E mandou trazê-los ao palácio novamente. O ferreiro e sua família negaram que não haviam obedecido às ordens do imperador, argumentando: “Nós cumprimos a sua ordem, mudamos do lado do esquerdo para o lado direito.”

Moral da história: nestes tempos de transição não podemos mais aceitar mudanças que sejam meramente de siglas, como é o caso do DNPM para ANM – Agência Nacional de Mineração. É preciso que haja uma mudança efetiva de atitude.

É inconcebível que uma análise técnica do LAMIN, por exemplo, demande nove meses para ser realizada. É insustentável o argumento de falta de pessoal para realizar a fiscalização sanitária. A modernidade está aí, existem meios eletrônicos para isso.

Não vou me estender a tantas outras situações que mencionei na palestra, mas reforço a necessidade e urgência de que os órgãos reguladores do nosso setor, como a ANM, a Vigilância Sanitária e a própria Anvisa, não sejam mais um gargalo para o desenvolvimento da nossa atividade.

Diante dos grandes desafios que temos à frente para reerguer o Brasil, precisamos nos unir. Fica aqui registrado a nossa confiança nas autoridades e técnicos para a implantação efetiva da ANM.

Que o órgão assuma o compromisso de ‘azeitar’ as engrenagens da velha burocracia que emperra os motores do progresso e do desenvolvimento da nossa atividade. Só assim, teremos condições de contribuir para a geração de riquezas neste país.

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e presidente da Abinam

Pelo fim dos desatinos

O período de fim de ano sempre é propício para um balanço do que já passou e para desenhar uma carta de navegação que nos permita atravessar os próximos desafios. Gostaria de me concentrar neste texto apenas em votos de saúde e boas festas para todos os associados, amigos e familiares. No entanto, pela própria missão de representante do setor de águas minerais do país, também tenho que pedir união e perseverança para continuarmos na luta pela diminuição dos impostos que incidem em nosso setor.

Formada por taxas, royalties e encargos das mais diversas siglas, a inadmissível carga tributária sobre a categoria de água mineral crava os 42,5%. Isso significa que, no Brasil, os impostos pagos pelo consumidor de água mineral envasada são similares aos de bebidas como cerveja e refrigerantes. Assim como em outros anos, mostrar o quão absurda é essa situação foi uma das principais bandeiras da ABINAM neste 2011 que se encerra.

Com a ajuda de todos os associados, felizmente alcançamos vitórias importantes ao longo dessa luta. Em 23 de Novembro último, por exemplo, a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados aprovou o PL 1999/11, do deputado Marcos Montes, que isenta a produção de água mineral e água gaseificada do pagamento do PIS e da COFINS. Essa ”vitória” ainda terá que ser aprovada por outras comissões da Câmara, como as de Finanças e Tributação, de Constituição e Justiça e de Cidadania. Portanto, o caminho é longo.

Mas isso não nos deve desanimar. Outras reivindicações que também pareciam inexequíveis hoje já começam a se tornar realidade. É o caso da MP 540, do Senador Inácio Arruda, e da recente e pioneira inclusão da categoria de águas minerais na cesta básica de alimentos do estado de Santa Catarina. Com a medida, o ICMS incidente sobre a categoria caiu para 7%. Na ponta do varejo, o preço final da água mineral vendida em Santa Catarina pode ficar até 20% mais barato.

Com a abertura desse importante precedente, estamos trabalhando duro para que os outros estados, dos 26 do país, incluam a água mineral em suas cestas básicas. Em São Paulo, essa reivindicação ganhou fôlego extra com a recente criação da Subsecretaria de Mineração, pelo governo do estado, como demonstra reportagem desta edição.

Outro grande desafio da ABINAM na pauta tributária tem sido mostrar que nosso tragédia fiscal destoa completamente do que se vê no mundo. Na maioria dos países, a água é considerada um alimento básico para a vida. E por este motivo, a alíquota chega a ser nula em alguns tipos de embalagens, como garrafões de 5 a 20 litros. Aliás, nunca é demais lembrar que a indústria de água envasada não é uma inimiga a ser penalizada por altos tributos. Ao contrário, trata-se de um importante aliado do serviço público de abastecimento de água. Afinal, a água engarrafada chega aonde a água encanada mão chega, ou seja, 50% dos domicílios do país.

Com a generalização da substituição tributária, que antecipa a cobrança relativa a etapas posteriores da cadeia produtiva, a situação só piorou. Como bem sabem nosso associados, a indústria de água mineral, em muitos casos, passou a pagar o imposto que o varejo e o comércio teriam que recolher. O sistema também tornou-se ineficaz, já que a cobrança passou a ser feita com base na média de preços ao consumidor. Em outras palavras, uma água mineral vendida numa lanchonete de grife rende aos cofres públicos o mesmo que produto similar ofertado por uma fração do preço em uma cadeia de hipermercados.

Como se vê, a luta da ABINAM no que diz respeito à carga tributária que incide na nossa indústria é árdua e complexa. Além da inclusão da água mineral na cesta básica, defendemos a implantação de um imposto sobre valor agregado (IVA), nos moldes daquilo que já se vê em grande parte do país. Com esse sistema único, poderíamos acabar não apenas com as cobranças abusivas e confusão de siglas. Também deixaríamos de ser a única federação do mundo em que o principal tributo sobre o consumo (ICMS) é arrecadado pelos estados. Tenha certeza que, em 2012, continuaremos lutando por essa e outras mudanças em nossa pauta tributária.

Boas Festas e Feliz Ano Novo.

Carlos Alberto Lancia
Presidente

Justa Homenagem

Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993, o Dia Mundial da Água, comemorado em 22 de Março, é uma data simbólica, na qual todos são conclamados a realizar atividades concretas em favor do uso consciente de recursos minerais. Ciente dos problemas relacionados ao abastecimento de água potável, e da vital importância da indústria de águas minerais em contorná-las, a Abinam tem trabalhado para aumentar a consciência pública relativa à conservação, preservação e proteção da água. Aumentar a consciência dos governos, agências internacionais, organizações não-governamentais e setor privado é e sempre será um objetivo de entidade. Em justa homenagem ao Dia Mundial de Água, nesta edição de Água & Vida, este espaço será dedicado a uma poesia de minha autoria sobre esse recurso tão essencial para todos nós. Que saibamos preservá-lo sempre.

Simplesmente Água

Há mais de 2,5 bilhões de anos, eu nasci
De onde e como eu vim, tenho ideia
Mas não posso provar, sou apenas hipótese
Da origem da vidam e isso eu sei.

Não tenho medo de enfrentar obstáculos
E quando não tenho força suficiente
Contorno-os e sigo meu caminho.
Sou líquida, ligeira e forte.

Da minha essência, gero energia e transformo em luz
Levando clareza ao invisível.
Trago em minha natureza a condutividade.
E nada faço por vaidade.

Bendita seja a sede dos homens
Para valorizar a vida e lembrar que eu existo.
Nada sem mim é possível. Se queres viver mais,
Necessitas me ingerir pura e cristalina.

Bendita seja a sede, e viva a água mineral!

Feliz Dia Mundial da Água!

Carlos Alberto Lancia
Presidente Torrinha, 03/03/2012

Persistir, persistir, persistir….

Por que tanta repetição no título deste editorial? É que me lembrei de uma entrevista do escritor e dramaturgo Plínio Marcos, contundente crítico social, falecido em 1999. Ao ser questionado sobre o motivo de tanta persistência em apresentar o mesmo espetáculo há mais de 20 anos, ele simplesmente respondeu: “Como nesses 20 anos nada mudou, a peça continua atual”.

A mesma virtude da persistência se aplica também à realidade do nosso setor. Durante 22 anos, entendemos que devemos lutar para que a concorrência entre água mineral natural e adicionadas de sais ocorra de maneira justa, não prejudicando consumidores e empresas sérias que atendem à legislação e aos princípios das boas práticas nos processos produtivos.

Em abril de 2018, foi encerrado o prazo para que as empresas do segmento de águas adicionadas de sais se adequassem às normas de regulamentação estabelecidas pela Resolução 182 da Anvisa, publicada no Diário Oficial em outubro de 2017.

Passados tantos meses, o que de fato observamos no mercado? Que a legislação não vem sendo respeitada e cumprida pela grande maioria das águas adicionadas de sais em todo o Brasil, principalmente no Nordeste, onde ainda prevalece a rotulagem irregular.

A Resolução da Anvisa é clara: “as embalagens e rotulagem das adicionadas de sais não podem apresentar identificação que leve o consumidor a erro, confusão ou engano com relação à natureza do produto”.

Retomando a resposta do escritor que mencionei no início do editorial, como ainda não houve mudança efetiva na prática do mercado, nossa antiga reivindicação continua atual e vamos continuar persistindo de forma contundente em denunciar essas irregularidades em todas as esferas públicas, ou seja, municipal, estadual e até federal.

Persistir sempre, desistir nunca! Mas, se for necessário, seremos obrigados a entrar com medidas judiciais cabíveis contra os responsáveis pela não fiscalização dessa regulamentação. Nós confiamos na Anvisa e na Vigilância Sanitária Municipal.

Sejam todos bem-vindos ao 27º Congresso!

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e presidente da Abinam

Novo mandato, novas conquistas

É com grande satisfação e ânimo redobrado que escrevo este editorial. A renovação do mandato desta diretoria por um novo período de três anos (maio/2013 a maio/2016), consagrada na abertura das urnas no dia 26 de abril que, pela primeira vez, não registrou nenhum voto branco ou nulo, nos convida a uma breve reflexão sobre o significado do resultado dessa eleição.

Desde que estamos à frente da Abinam, sempre defendemos a transparência e os processos democráticos em todas as ações e iniciativas da entidade. Assim, o fato de termos tido uma chapa única e com todos os votos válidos, nos permite concluir que temos amplo apoio dos associados para levar adiante as lutas e bandeiras do nosso setor.

Apenas com uma instituição forte e unida é possível avançar, enfrentando os desafios e removendo os obstáculos para que consolidemos o setor de água mineral como indústria moderna, sustentável e lucrativa para todos, incluindo nesse rol os consumidores que também ganham com a oferta de produtos de qualidade a preços justos e acessíveis.

Nesse sentido, é importante destacar que 2012 coroou alguns dos nossos mais importantes esforços e batalhas travadas ao longo dos últimos anos: a redução para alíquota zero do PIS/PASEP e da Cofins. O artigo 76, da Lei nº 12.715, corrigiu um erro histórico de enquadramento tributário, que onerou nosso setor e os nossos consumidores por mais de 20 anos. Enquadramento esse que significou durante muito tempo, a incidência de 42,5% de impostos sobre o produto água mineral envasada, índice superior ao de bebidas como cervejas e refrigerantes. Todos nós sabemos o porquê.

Também podemos comemorar o crescimento de 15% em 2012 se comparado com 2011, o maior desde 1997, cujo resultado traz em seu bojo diversas ações da Abinam para fomentar a expansão da nossa indústria e ampliar a profissionalização da atividade. Profissionalização essa que envolve também a conscientização sobre a nossa responsabilidade como fornecedores de produto de consumo.

Revigorada agora pelos votos de confiança de todos os associados, bem como pelas vitórias em diversas áreas, a diretoria reeleita da Abinam tem entre suas grandes metas para 2013 a luta pela inclusão da água mineral como item da cesta básica em todos os estados da Federação, a exemplo do que já é uma realidade em Santa Catarina, depois de mais de dez anos de lutas.

Fazer valer essa conquista em todo o território nacional é reforçar o posicionamento da água mineral como produto de primeiríssima necessidade, já que, por suas propriedades fitoterápicas tão benéficas à saúde, constitui poderoso alimento.

Agradecemos a todos pelo apoio e confiança, e quero ver cada um de vocês no próximo Congresso da Abinam, que acontece de 9 a 11 de outubro, em Campos do Jordão, São Paulo.

A vitória é a arte de prosseguir onde os outros desistem!

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

Setor unido no 22º Congresso

A realização do 22 º Congresso Brasileiro da Indústria de Águas Minerais e da Expo-Abinam’2013, de 9 a 11 de outubro, em Campos do Jordão, São Paulo, ocorrem em um momento especialmente importante para a nossa atividade.

Como todos têm acompanhado pelo noticiário, pelo site da Abinam, em nossas reuniões, bem como por meio da revista Água&Vida, estão na ordem do dia temas emergentes, que envolvem e impactam diretamente a indústria de águas minerais: o Projeto de Lei do novo Marco Regulatório da Mineração, em fase de aprovação no Congresso Nacional, e o processo de implantação dos projetos da Logística Reversa, com metas e prazos já estabelecidos.

Trata-se de temas polêmicos e complexos, que exigem total atenção e pró-atividade na análise de desdobramentos e implicações em nossa indústria para que possamos, em conjunto, nos posicionar e avaliar os reflexos, benefícios e consequências para toda a cadeia produtiva do setor.

O Congresso, portanto, representa um momento valioso para o debate dessas questões e de outros temas também relevantes que vão abordar novas tecnologias de envase de águas minerais, o branding design na criação de valor para o produto, a importância do marketing para o setor, entre outros, inclusive com a participação de palestrantes internacionais.

A oportunidade de acompanhar as tendências dos mercados nacional e internacional, trocar informações e experiências, conhecer novos insumos e tecnologias é imprescindível para dar continuidade ao processo de modernização e de maior competitividade do setor, sendo estas, metas reiteradas pela nova gestão da Abinam.

O evento, por meio da Expo-Abinam’2013, nossa tradicional feira e vitrine do setor, representa também possibilidade efetiva de novos negócios, privilegiando tanto fabricantes de água mineral como fornecedores de produtos e serviços. O Water Bar, espaço estratégico para encontros, divulgação e lançamentos, está à disposição dos interessados para promoção de suas marcas e produtos.

Os prêmios Waldemar Junqueira Ferreira Filho e Fraterno Vieira de Jornalismo são chancelas de valor agregado às empresas, que conferem aos participantes e vencedores maior visibilidade no mercado.

Por todas essas razões, convido a todos os players da cadeia produtiva da indústria de águas minerais para participarem do Congresso, que terá como cenário a belíssima cidade de Campos do Jordão, com seus inúmeros atrativos e encantos, que fazem da sede do evento um dos mais belos e sofisticados destinos turísticos do país.

E, para encerrar, não poderia deixar de lembrar que as recentes manifestações por todo o País nos deixaram uma importante lição: a força da participação, da união, e da convergência de interesses. Por isso, com a presença de todos, o Congresso será um espaço estratégico para reiterarmos a força do nosso setor! Até lá.

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

Congresso une ainda mais o setor

Inicialmente quero dar as boas-vindas a todos os participantes do 22º Congresso, procedentes dos mais diversos estados brasileiros e também de outros países. Além de prestigiarem o encontro, a presença em peso dos players da nossa indústria é também uma demonstração de comprometimento com as causas e interesses do setor.

Soma-se a isso, que a acolhedora Campos do Jordão, onde realizamos pela primeira vez o evento, também propicia entremear à programação momentos de lazer e turismo, com especial oportunidade de descontração para os familiares que acompanham os congressistas. Assim, tudo foi preparado para que todos possam desfrutar intensamente de preciosos dias na cidade.

Também elaboramos com muito cuidado o programa do Congresso, buscando contemplar os grandes temas que impactam diretamente a indústria de águas minerais, como é o caso do novo Marco Relatório, que terá três palestras, seguidas de debates.

Enfim, volto a enfatizar, como já fiz em diferentes ocasiões, que o Congresso representa um momento ímpar de união do setor em torno de nossas causas e objetivos, que têm como foco a contínua modernização e expansão da indústria de águas minerais.

Vale lembrar que em 2012 registramos o maior crescimento da atividade dos últimos 15 anos, cerca de 15%. Fomos a segunda categoria de bebidas que mais cresceu, depois do segmento de sucos prontos, de acordo com a consultoria Nielsen.

E, já em 2013, a tendência se consolida com os resultados do primeiro semestre, que indicam crescimento de 14,8% das vendas no varejo, na comparação com o mesmo semestre do ano passado, atingindo a cifra de R$ 1,56 bilhão, segundo a Nielsen. Um salto também registrado na ordem de volume, que aumentou 10,2%, o que significa 1,82 bilhão de litros.

Esses indicadores mostram que estamos no rumo certo e que o produto “água mineral” – 100% natural, sem conservantes, acidulantes, corantes e adição de sais minerais artificialmente – vem conquistando maior espaço no mercado e na preferência dos consumidores. Mesmo o segmento de águas especiais, ainda incipiente no país, foi destaque na pesquisa Nielsen: cresceu 24,6% em valor no ano passado.

Outra de nossas bandeiras que também deverá ser hasteada em mais um território, além de Santa Catarina, é a inclusão da água mineral na cesta básica do Rio Grande do Sul, que será em breve debatida em audiência pública. Um passo importante para estendermos a iniciativa a todo o País.

E, certamente, não podemos deixar de ressaltar ainda a nossa importante vitória em 2012 contra a abusiva e injusta tributação sobre o setor, que resultou na alíquota zero do PIS/PASEP e da Cofins.

Portanto, assim como precisamos estar preparados para enfrentar os desafios, urge também que tenhamos as condições necessárias para dar real sustentação ao crescimento que vem sendo desenhado nos últimos três anos, e cuja continuidade tanto almejamos. Como? Está aí o Congresso para nos fornecer ferramentas e informações em resposta a essa pergunta.

Que todos possam aproveitar a oportunidade do nosso encontro. Sejam bem- vindos!

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

 

“A água é a primeira e a melhor bebida energética” Michelle Obama

Uma análise detalhada do mercado de bebidas no Brasil e no mundo aponta uma tendência inquestionável: o aumento do consumo de água envasada. O que está por trás da ascensão do produto é claramente uma mudança de comportamento do consumidor.

A preocupação com as doenças relacionadas à obesidade e a busca por mais saúde e qualidade de vida são os novos paradigmas que passam a reger as escolhas dos consumidores, principalmente nos últimos dez anos.

Basta observar o que vem ocorrendo no mercado norte-americano para comprovar que a água mineral já ocupa um lugar de destaque no ranking das bebidas, desafiando, inclusive, o predomínio dos refrigerantes.

Especialistas apontam que, nos Estados Unidos, as vendas de água envasada devem superar a de refrigerantes até o final da década. Matéria publicada no Los Angeles Times mostra que, em 2012, cada americano consumiu, em média, 42,4 litros de refrigerantes. Em 2005, o patamar era de 50 litros per capita, o que significa que, em apenas sete anos, houve queda de cerca de 15% no consumo.

Nesse cenário, gigantes como a Coca-Cola e a PepsiCo estão revendo suas estratégias, já que as vendas de refrigerantes das duas empresas vêm registrando queda nos Estados Unidos. Vale lembrar que hoje ambas estão apostando no segmento das chamadas “águas realçadas” para conquistar mercado.

No Brasil, essa tendência também é uma realidade. Segundo dados da Nielsen, no primeiro semestre de 2013, o mercado de água mineral cresceu 14%, enquanto que o de refrigerantes apresentou retração de 4,5%.

Um aspecto interessante, que agrega ainda mais relevância à água mineral, veio de um comentário do presidente da IBWA, International Bottled Water Association, Josef Doss, em um jantar que tivemos em Nashville, durante o encontro da IBWA, em novembro último. Ele me confidenciou que atualmente existem apenas dois estados americanos, onde ainda é possível beber água de qualidade da torneira: Nova York e Washington.

Isso só confirma o quanto a água envasada é uma importante aliada da população, já que supre as lacunas do serviço público que falha no abastecimento adequado e de qualidade. No Brasil, por exemplo, a água mineral chega onde falta a água encanada, ou seja, em quase 50% dos domicílios brasileiros.

Portanto, temos um produto precioso nas mãos. O consumo per capita no país ainda é pequeno, em torno de 40 litros, contra 136 litros na Itália, e 117 litros na Bélgica, o que nos dá muito espaço para crescer.

Assim, vamos entrar em 2014 com confiança e ânimo redobrados para levar adiante nossas lutas e bandeiras, entre elas, a inclusão da água mineral na cesta básica de todo o País, e sua taxação como alimento, já que é injusto que o produto esteja sujeito aos mesmos impostos dos refrigerantes.

Termino lembrando que a frase da primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que serviu de título ao editorial, foi dita por ocasião do lançamento da campanha promovida por ela para incentivar a população a beber mais água.

Desejo a todos Boas Festas e Próspero 2014.

Carlos Alberto Lancia
Geólogo e Presidente

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